O tempo vai passando
E quase a gente não nota.
Entra ano e sai ano
E não nos damos conta
Que os cabelos estão embranquecendo,
Que os filhos que ontem eram crianças,
Ficaram adolescentes e entraram na puberdade,
Já questionam as idéias dos outros
Se enchem de razão...são donos da razão.
Enquanto não ficamos à frente do espelho,
Acreditamo-nos ainda com a mesma jovialidade,
Com a mesma disposição...homens e mulheres
Vitimas do encolhimento de peles, falta de apetite sexual,
E, muitas das vezes com apetite voraz e insaciável.
Hoje com 62 anos,
Ainda não passo muito por esses problemas,
Porque quando os meus filhos
Começaram a mudar a fala e as meninas engrossar os seios,
Passei a acompanhar a minha regressão física através do espelho
Que revela a nossa verdadeira performance,
Se continuamos novos...ou se ficamos velhos.
Muitos para enganar a si mesmos
Pintam os cabelos e se ridicularizam...
A juventude não volta gaste a tinta que gastar...
O corpo denuncia.
Por minha vez, vou levando a vida
bebendo a velhice no cálice da juventude
E ainda...muitas das vezes
me embriagando de amor.
sábado, 12 de dezembro de 2009
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